PEQUENO_VAMPIRO_TURMA404_2011 - Page 1 - Escola Parque Turma 404 - 2011 Contos do Pequeno Vampiro Turma 404/2011 4 Caro leitor, Estes contos são o resultado de um projeto de leitura de histórias da Coleção “O Pequeno Vampiro”. O mistério e a aventura presentes na coleção estimulam o desejo pela leitura. Vários títulos circularam entre as turmas, e com o troca-troca de livros os alunos puderam ter contato com todos eles, ampliando o fôlego de leitura. Como avaliação de produção textual do último bimestre, foi proposto a cada aluno que criasse uma nova aventura do Pequeno Vampiro na qual ele também fosse um personagem. A partir do retorno dessa avaliação, uma segunda versão do texto foi elaborada e compõe o livro de contos da turma. Como tarefa final do projeto, apresentamos “Os Contos do Pequeno Vampiro do 4º ano”. Boa leitura, Professoras do 4º ano/2011 5 Anita da Costa Gonçalves – Ludiher, não Rudiger Anna Leitão Lavagetto – Não acredito Antonio Saldanha Cortez – Caçadores de vampiros Bruna de Andrade Almeida Gutman – A melhor noite do mundo Carolina Araújo Nobili – Uma aventura inesquecível Cecília Carneiro B. de Mello - Uma aventura com o Pequeno vampiro Clara Strobel Santa Maria da Silva – O mistério da Dorotéia Eliseu Bandeira Senhorinho Junior – Aventuras fantásticas Filipe Brendler Torres – O grande vampiro Francisco Mendes Pimentel Bondioni – Xico e o Pequeno vampiro Gabriel Xavier Carmargo Daghum - Acampamento Gabriela leonardi – O Pequeno vampiro Giulia Dell Aera Serrano do Carmo – A viagem aterrorizante Julia Barros Juaçaba – Um bando de vamburros Lucas Rich falconato - Medo Manuela Carneiro de Rezende – Na praia Paula Correia Reis Vianna – Conhecendo Rudiger Pedro Balsalobre Amorim – Passeio Noturno Pedro Rosa Rodrigues – Um encontro assustador Rodrigo Terra Macedo – Viagem ao tempo perdido de Da Vinci Samir Gonçalves Doory – A grande aventura Tiago de Faro Franco – Brincadeiras com o vampiro Tom Lima Contino – O Pequeno vampiro no cemitério da cidade Velluma de Souza Lopes Pires – Um dia apavorante Vicente Ruiz de Gamboa do Valle – Uma visita inesperada TURMA 40TURMA 40TURMA 40TURMA 404444 6 Um dia eu estava em uma floresta escura de noite com meus amigos: Anna, Paula, Vicente e o nosso tutor. Nós estávamos andando quando eu me distraí com um morcego. Ninguém viu e continuaram andando. Eu me virei para trás, mas não tinha ninguém. Fiquei morrendo de medo e gritei: - Socorro! Estou perdida!!! Mas ninguém vinha me ajudar. Foi quando eu ouvi uma voz grossa falando: - Ei! Pare de gritar! Você acabou de me acordar! Eu olhei para cima e vi um menino loiro, com asas de morcego. Ele era super pálido e com olhos bem vermelhos. - Um vampiro!!! – eu gritei. - Calma! Eu não quero te machucar! – disse o menino. Então eu me acalmei. E ele continuou dizendo: - Eu quero ser seu amigo! - Está bem.... Mas.... A gente nem se conhece! Eu lá sei o seu nome? – eu disse um pouco assustada. - Meu nome é Ludher – falou o vampiro. - O meu é Anita – respondi. – Eu estou procurando meus amigos que estão juntos com o nosso tutor! Peraí! Você é parente do Rüdiger? - Sim! Ele é o meu avô! - respondeu o vampiro – Como você o conhece? Ludiher, não Rüdiger!Ludiher, não Rüdiger!Ludiher, não Rüdiger!Ludiher, não Rüdiger! Anita Gonçalves 7 - Eu li um livro lá na minha escola! – eu disse. - Sério? Que legal! – o vampiro respondeu bem curioso – E voltando ao assunto do seu tutor, e de seus amigos, eu sei como encontrá-los. - Como?? – perguntei. - Segure firme em minhas asas! – o vampiro respondeu. Eu não entendi bem o porquê disso, mas quando percebi já estava voando. Depois de algumas horas voando e vendo a cidade de cima, toda iluminada, gritei: - Pare ! Pare! Estou vendo eles lá embaixo! O vampiro parou e foi descendo devagarzinho. Eu cheguei lá embaixo e o tutor perguntou: - Onde você estava? - Ihhh é uma longa história.. – eu disse. E enquanto voltávamos para casa, fui contando minha aventura com o neto do Pequeno vampiro. 8 Olá! Eu sou a Anna e vou contar uma historinha que aconteceu comigo. Espero que vocês gostem. Eu tinha 9 anos e ninguém, ninguém mesmo me convencia a acreditar em vampiros. Minha família era meio estranha: meu pai era colecionador de olhos de vampiros e minha mãe ajudava ele. Meu tio era caçador de vampiros, minha tia especialista em extra-terrestres e minha avozinha querida tricotava suéteres, panos, vestidos, blusas, calças, saias, fronhas, capas para camas, bolsas, mochilas, estojos e até meias, mas tudo com estampa de vampiros. Bem, minha família achava realmente inadmissível eu não acreditar em vampiros, ou seja, eu era a única normal nessa família. Um dia eu estava vendo “Bob Esponja Calça Quadrada” e ouvi uma batida na janela. Desliguei a televisão e fui ver se era o vento ou um doido que não queria entrar pela porta. Não era nem um, nem outro. Era um VAMPIRO! Como sou muito curiosa abri a janela e a criatura entrou: - Você tem carne? Estou sentindo cheiro de carne! E seus olhos ficaram iguais aos do vampiro da parede, grandes e vermelhos. - Sim, tem carne! – respondi corajosamente, mas por dentro estava derretendo igual manteiga – Quer um... Nem consegui terminar a frase e ele já havia devorado tudo! Não acreditoNão acreditoNão acreditoNão acredito Anna Leitão 9 Nós ouvimos o barulho da chave rodando e fomos direto para meu quarto e falei: - Fica aí! São meus pais e se eles te virem... – fui correndo para a sala. - Oi pai, oi mãe! – falei nervosa. - Meu pai do céu, esqueci o lanche! – falou meu pai – Tchau filhinha! Vamos amor, já peguei o lanche! O vampiro saiu do meu quarto e eu falei pra ele: - Depois dessa, acho melhor você ir embora! - Eu também acho! Tchau Anna! - Tchau Rudiger! E ele foi voando noite adentro. Desde então, nunca mais o vi e só assim, passei a acreditar em vampiros! 10 Oi, eu sou Antônio. Um belo dia eu estava caminhando quando um vulto passou. Ele ficou atrás de mim e eu disse: - Quem você? E o que quer? - Eu sou o Rüdiger, conhecido como pequeno vampiro ou PV – disse ele. Quando ouvi isso pulei para trás. - Mas eu já jantei, pode ficar calmo – disse ele me tranquilizando, mas mesmo assim fiquei atento. - Por que você está aqui? – perguntei - Fugindo dos caçadores de vampiros – respondeu ele. - O dia já está raiando, se eu fosse você iria para sua cripta – eu disse ainda assustado. - Eles invadiram a minha cripta e capturaram minha irmã Ana. Tia Dorotéia e tio Teodoro foram tentar salvá-la e acabaram sendo pegos – disse ele quase chorando. - Então vamos pegar esses caçadores e salvar a sua família! – eu disse animado. Quando chegamos lá, vimos dois guardas que estavam muito distraídos e por isso passamos sem problemas. Lá dentro tinham quatro homens bem parrudos que mediam mais de dois metros de altura e um metro, só de músculos. Caçadores de VampiroCaçadores de VampiroCaçadores de VampiroCaçadores de Vampiro Antonio Saldanha 11 - Saiam daqui agora! – disse um deles que nem desconfiava que um de nós era um vampiro. Então os guardas começaram a discutir: - E se um deles for vampiro? - Claro que não são. Eles são uns pirralhos, que querem se meter em confusão, isso sim. Vendo que eles estavam distraídos com discussão, fomos correndo até os outros vampiros. Mas, infelizmente eu tropecei e o pequeno vampiro tropeçou em mim e os guardas viram. Durante a confusão, Rüdiger, sem querer, encostou o canino no braço de um deles. Assustado, o guarda teve certeza de quer Rudiger era mesmo um vampiro. Tirou a fantasia de guarda e vimos que, na realidade, ele era um anão. 12 Ficamos assustados com aquilo e quando Rüdiger tocou a ponta de sua unha (que era gigante) nos outros três, eles também tiraram as fantasias e adivinhem? Também eram anões. Os quatro fugiram morrendo de medo de Rudiger. Foi aí, que aproveitei e abri a porta da sala que prendia Ana, Dorotéia e Teodoro. Eles ficaram tão felizes que resolveram me transformar em vampiro. É claro que no início fiquei com medo, mas depois aceitei a idéia! Então, com uma mordidinha de leve no meu pescoço, Rudiger me transformou em um vampirinho muito simpático. Minha vida mudou bastante. Tive que ir morar com eles, comecei a beber sangue e dormir o dia todo. Resumindo, hoje sou um vampiro feliz!
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