Agosto09 - Page 1 - Uma revista recheada de dicas sobre como se fazer para obter sucesso na caçada ao tucunaré amazônico. Editorial Olá amigos do FTB. Chegamos à terceira edição da nossa revista virtual Turma do Biguá News. Com ela, a satisfação de poder contribuir na divulgação da pesca esportiva brasileira. Essa edição, em especial, é super importante pra mim, pois estaremos lançando uma série de matérias especiais focadas em um dos peixes de água doce mais esportivos do Brasil, o tucunaré amazônico, que em minha opinião é o mais esportivo de nossas águas. A partir do mês que vem inicia-se a temporada de pesca na região do médio e alto Rio Negro. Um lugar mágico e super especial, encravado no coração da floresta amazônica, que atrai a cada temporada, mais e mais pescadores esportivos de todo o planeta. Suas águas cor de Coca-Cola, as suas exageradas dimensões, as suas enormes praias de areia branca e fina, e em contraste com um céu de profundo azul, fazem do Rio Negro um lugar mágico, único e especial. Existe inclusive um ditado popular na região que diz o seguinte: “Deus quando fez o rio Solimões o fez para o trabalho. Quando criou o rio Negro estava de férias e se hospedou em Barcelos”. Tentamos nesta edição responder e sanar as principais dúvidas de nossos leitores para que estes entendam um pouquinho melhor a enorme quantidade de variáveis que podem fazer a diferença entre uma péssima pescaria, e a melhor pescaria de toda a sua vida. Abordamos desde a escolha ideal da tralha de pesca a ser levada, até os cuidados necessários para se encolher um operador de pesca responsável e que colocará peixes grandes na ponta da sua linha. Publicamos uma excelente matéria feita pelo nosso redator Fábio Neves que selecionou pequenos trechos dos relatos emocionantes, ou melhor, emocionados, de vários pescadores do nosso fórum, que tiveram a oportunidade de fisgar um belíssimo tucunaré de olhos vermelhos. Se conselho fosse bom era vendido, mas todo pescador esportivo apaixonado pelo tucunaré DEVE envidar esforços nos sentido de conhecer a região de Barcelos. A emoção, ou melhor, apenas a possibilidade de se fisgar um “bruto de dois dígitos”, fará com que você literalmente se torne ainda mais viciado por aquele peixe e, agora, por aquela região. A brutalidade da sua investida na isca, explodindo como uma bomba na superfície da água; a sua primeira corrida, que levará todo o seu equipamento a plena exaustão; e, a sua perspicácia e inteligência para conseguir se livrar da isca o deixará adrenalisado a cada pincho. Se o seu objetivo for, então alcançado, serão vários e vários minutos com as pernas tremendo, claro que acompanhado de uma enorme vontade de se gritar para o mundo que você é o pescador esportivo mais feliz do mundo. Espero que vocês gostem... Fabrício Biguá EQUIPE DE REDAÇÃO Editor Chefe Fabrício Biguá fcamargos@yahoo.com.br Chefe Editorial Fábio Neves fabioneves73@bol.com.br Consultor Técnico Marquinhos Biguá marcosbatistasilva@gmail.com Sumário 3 Como chegar ao Tucunaré Açu Saiba exatamente onde encontrar os grandes tucunarés amazônicos. 18 10 Dicas de Ouro Fotos espetaculares dos nossos leitores na AM. 7 Entrevista com Marlon Otero Entrevistamos um dos maiores operadores de pesca do médio Rio Negro – AM. 21 Mural Fabrício Biguá dá 10 dicas imperdíveis sobre como se obter sucesso com os tucunarés amazônicos. 10 As Carretilhas “Açu” Conheça as carretilhas de perfil baixo mais rápidas e resistentes do mercado. 23 SPOT O localizador pessoal do mercado. 14 Dicas sobre varas Marco, da Custom by Marco, dá as dicas para se adquirir a vara ideal para brigar com os tucunarés amazônicos. 25 Adrenalina Pura Trechos emocionados dos pescadores que tiveram a oportunidade de lutar com um grande monstro amazônico. 16 Com tirar o Tucunaré do Igapó Aprenda a caçar o tucunaré amazônico mesmo com o alto nível das águas. Matéria Especial Como chegar ao Tucunaré Açu? A primeira questão a ser observada por quem, realmente, quer capturar um determinado tipo de peixe é a escolha adequada do lugar. Atualmente, os maiores exemplares de tucunarés são encontrados no Rio Negro e seus afluentes. Qualquer pescador esportivo interessado em buscar tucunarés de grande porte, deverá se programar para pescar na região conhecida como médio Rio Negro, que vai da cidade de Santa Isabel do Rio Negro, passa por Barcelos, e desce até Mariuá, pequena vila localizada a montante de Manaus. Acima de Santa Isabel do Rio Negro a pesca é proibida (terras indígenas) e abaixo de Mariuá a pressão de pesca é enorme, com ocorrência de raros e pequenos exemplares de tucunaré, portanto esqueça estas alternativas. O mapa ao lado mostra os municípios de apoio mais importantes para o pescador esportivo, de leste para oeste: Manaus, Barcelos e Santa Isabel do Rio Negro. Por Fábio Neves É muito importante que o vôo de chegada a Manaus seja compatível com o de saída para a cidade de apoio no médio rio negro. Se você não conhece Manaus, chegue com um ou dois dias de antecedência e conheça as principais atrações da cidade. A rede hoteleira atende a todos os gostos e bolsos. O site abaixo mostra as principais opções de hospedagem da cidade. http://www.ondehospedar.com.br/am/manaus.php Etapa 1 – Cidade de origem a Manaus Manaus é capital do estado do Amazonas, cidade mais populosa da Amazônia (2.006.870 habitantes) e principal centro financeiro da região norte do Brasil, respondendo por 1,4% do PIB brasileiro. A cidade possui um aeroporto internacional, o Eduardo Gomes, que recebe vôos diários vindos das principais capitais brasileiras e em anexo um aeroporto regional, o “Eduardinho”, que conecta a capital às cidades da Amazônia. Várias companhias aéreas operam na região, com grande variabilidade de preço e serviços. Um excelente instrumento de busca de passagens aéreas é o site www.decolar.com, onde de forma ágil é possível encontrar a opção mais barata. Por exemplo, consultando passagens do trecho São Paulo a Manaus para o dia 02/11/09, observei uma variação de preços entre R$ 338,00 e R$ 666,00. Também fique atento às promoções para vôos noturnos, que podem custar até 1/3 dos diurnos. A palavra Manaus vem de manaós, que em linguagem indígena significa Mãe dos Deuses, devido ao fato da região abrigar a confluência dos maiores rios da região, o Negro e o Solimões. Não deixe de ver de perto o espetáculo do encontro das águas. Vários barcos oferecem passeios a partir do porto de Manaus. Como chegar ao Tucunaré Açu Por Fábio Neves Uma interessante opção de passeio é visitar o Mercado Municipal Adolpho Lisboa, que foi importado da Europa e construído de frente para o rio Negro em estilo art nouveau, o qual explorava novos materiais como o vidro colorido e o ferro fundido. Filho da segunda revolução industrial inglesa, o mercado passou a fazer parte da história de Manaus num momento em que a cidade passava por um processo de modernização arquitetônica e urbanística decorrente da ascensão econômica provocada pelo auge do ciclo da borracha. Agora se o seu estilo é tomar uma cerveja gelada e comer um peixe frito, o lugar ideal é a praia de ponta negra, que possui diversas barracas de frente para o Rio Negro e é o centro da badalação da cidade. Etapa 2 – Manaus a Barcelos ou Santa Isabel do Rio Negro Barcelos foi a primeira capital do Amazonas, porém apresenta uma população de apenas 25.410 habitantes e uma área de 122.476 km² (1,44% do território nacional), o que resulta numa densidade demográfica de 0,23 hab/km². Caso Barcelos fosse um estado do Brasil, seria maior que PE, SC, PB, RN, ES e RJ. Seus limites são a Venezuela a noroeste e norte, os municípios roraimenses de Iracema a nordeste e Caracaraí a leste, Novo Airão a sudeste e sul, Codajás e Maraã a sudoeste e Santa Isabel do Rio Negro a oeste. Está localizado a 396 km de Manaus (via aérea) e 496 km por via fluvial. Entretanto, a maior jóia arquitetônica da região é o Teatro Amazonas. Toda sua estrutura é majestosa e impressionante. As formas curvilíneas e vazadas identificam a tendência da arquitetura da época. Arcos, pilares, pilastras com capitéis e estátuas complementam a proeza arquitetônica desta obra, projetada pelo gabinete de arquitetura civil de Lisboa. Quase todos os materiais utilizados em sua construção vieram da Europa. O ferro foi trazido da Inglaterra, o calçamento das áreas externas de Portugal, as telhas da Alsácia, o bronze da Bélgica e o cristal de Murano. O único material brasileiro utilizado foi a madeira de lei que era enviada à Europa e voltava já trabalhada na forma de móveis e pisos. São mais de 60.000 peças vitrificadas, com as cores da Bandeira Nacional. Vale a pena fazer a visita guiada pelo interior deste monumento. Informações pelos telefones (92) 3622-1880 e (92) 3622-2420. Como chegar ao Tucunaré Açu Por Fábio Neves Para quem gosta de ecoturismo, em Barcelos está localizada a cachoeira do El Dorado, considerada a maior queda d'água livre do Brasil com quase 400m de altura. Também encontramos o abismo Guy Collet, considerado a caverna mais profunda do Brasil, além do Parque Nacional do Jaú e o Parque Estadual da Serra do Aracá. Santa Isabel do Rio Negro é um município ainda menor que Barcelos, com 18.506 habitantes, segundo o último senso do IBGE. Ela foi emancipada de Barcelos em 1956, para a criação de uma Área de Segurança Nacional, na vila denominada Ilha Grande. Existem duas maneiras de chegar a Barcelos e a Santa Isabel do Rio Negro: 1. De recreio: são cerca de 30 horas por entre os milhares de ilhas do Arquipélago de Anavilhanas e depois pelo Arquipélago de Mariuá. As paisagens são fantásticas e a viagem é muito interessante. Você pode viajar de rede, suíte ou camarote, com custos, respectivos, de R$ 80,00 (1 pessoa), R$ 250,00 (2 pessoas) e R$ 450,00 (até 3 pessoas). A suíte tem ar condicionado e banheiro privativo. Em todas as três opções está incluso café da manhã, almoço e jantar. Os barcos também possuem lanchonete. Existem dois recreios com melhor infra-estrutura. O Almirante Azevedo, (92) 9143-1223, (92) 3625-6984 que parte toda quarta-feira às 18h00 e o Comandante Natal VI, (92) 91228553, que sai as sextas no mesmo horário. Reservas antecipadas de camarote e suíte são fundamentais. Ambos partem do porto de São Raimundo em Manaus. De Barcelos a Santa Isabel do Rio Negro são mais 24 horas de navegação. 2. De avião: O vôo da Trip dura cerca 50 minutos para Barcelos e 100 minutos para Santa Isabel do Rio Negro. Custa pouco mais de R$ 400,00 + taxa de embarque por trecho. Tem vôos aos domingos e quartas para Barcelos e terças e sextas para Santa Isabel do Rio Negro. Compre o bilhete com antecedência e fique atento a promoções. Hoje observei uma promoção de R$ 129,90 o trecho Manaus a Barcelos. A hospedagem nas cidades de apoio é precária. Em Barcelos existe o Hotel Ornamental, que está localizado no ponto mais central de Barcelos. Em frente ao Centro de Atendimento ao Turista. São 12 suítes mobiliadas com frigobar, televisão colorida, guarda roupa, cama de casal e uma cama de solteiro. Está incluso um modesto café da manhã nas diárias. O telefone para reservas é (97) 3321-1381. Em Santa Isabel do Rio Negro a única opção de hospedagem é o Hotel Maicon, que possui estrutura e serviços semelhantes ao Hotel Ornamental, exceto por não oferecer café da manhã. O telefone para reservas é (97) 3441-1028. Etapa 3 – Barcelos ou Santa Isabel do Rio Negro aos pontos de pesca A forma mais segura e barata de chegar à casa dos grandes exemplares é através da compra de pacotes de barcos-hotéis. A estrutura de pesca de Santa Isabel do Rio Negro é quase inexistente, o que obriga o pescador a contratar um barco-hotel de Barcelos ou se aventurar com barcos regionais. Como chegar ao Tucunaré Açu Por Fábio Neves O problema da contratação de barcos regionais é o amadorismo dos proprietários que oferecem uma estrutura desconfortável e pouco segura, e nem sempre comprometida com resultados. Por outro lado, o barco-hotel vive da pesca esportiva, e a satisfação do cliente garante o retorno nas próximas temporadas. Um pacote de seis dias de pesca custa de R$ 3.000,00 a R$ 5.000,00, dependendo dos serviços escolhidos. Outra opção, e bem mais dispendiosa, é a hospedagem em hotéis ou acampamentos de selva que oferecem estrutura de pesca esportiva. O público alvo destes empreendimentos é formado por norteamericanos, o que inflaciona os pacotes, que podem chegar ao custo de US$ 7,000.00 a semana. Independente da forma de locomoção e hospedagem até os pontos de pesca é fundamental a escolha correta da região a ser explorada. Se você quer correr menos risco e não deseja perder tempo em locomoção, o Rio Negro oferece excelentes opções de pesca a poucas horas de navegação de Barcelos. Entretanto, se o seu foco está no tucunaré de dois dígitos, com certeza a cabeceira de um afluente deve ser o seu destino. Esta segunda opção está cercada de riscos, como repiquete, obstáculos naturais e humanos, mas pode trazer a realização do seu sonho. Para a escolha do afluente é fundamental ter conhecimento do regime de chuvas da região de drenagem dos afluentes. O mapa da Liga de Eco-Pousadas da Amazônia ilustra bem os afluentes que sofrem o mesmo regime de chuvas, os quais podem ser divididos em três grupos: Os rios da margem esquerda (área azul da figura ao lado), como Jauperi, Itapará, Jufari, Aracá e Preto são os primeiros a secar. É importante que o pescador fique atento ao regime de chuvas do estado de Roraima, onde estão situadas as nascentes destes afluentes. O Daraá possui quedas d’águas, as quais impossibilitam a navegação. Os rios Paduari, Demeni e Branco possuem água clara, ou seja, são mais propícios a pesca de peixes de couro, do que à captura dos grandes tucunarés. O pescador que resolver se aventurar por estas águas deve estar preparado para enfrentar a grande quantidade de mosquitos, visto que eles procriam normalmente neste tipo de água. Os rios na área roxa do mapa normalmente secam mais cedo que aqueles da área alaranjada. É fundamental a interação do grupo de pescadores com a operadora de pesca, buscando informações recentes e confiáveis sobre o nível do afluente escolhido. Caso as três áreas estejam acima do nível, a menor opção é pescar no próprio Rio Negro, como melhor discutido em outra matéria desta edição. Por: Fábio Neves Entrevista Especial Por Fabrício Biguá Marlon do Carmo Otero Saiba um pouquinho mais sobre um dos maiores operadores de pesca e conhecedores da região. Turma do Biguá - Marlon, sabemos que você nasceu em Barcelos, que foi criado nesses rios, mas como é que você ingressou no mundo da pesca esportiva? Marlon: Há 11 anos atrás, eu não tinha o conhecimento da pesca esportiva, mas achava interessante a pescaria, pois tinha vontade de aprender! Com pouco dinheiro consegui comprar uma vara e uma carretilha de um guia de pesca, treinei bastante e facilmente aprendi a usar o caniço. Em 1998, durante uma viagem de pescaria no barco que vinha de Manaus eu fui cotado para ser um dos guias. Trabalhei para uma dupla de pescadores que vinha de Brasília. Como sempre fui ativo e apaixonado pelo que eu fazia no meu trabalho fui conseguindo grandes amizades e excelentes pescarias. Um dos clientes me perguntou se eu teria como montar uma estrutura para receber um grupinho de pescadores (tipo acampamento) e respondi que sim. Não sabia que o SIM iria me abrir uma agenda de novos clientes e a estrutura que hoje possuo, a qual cresce a cada ano. Turma do Biguá - O que você oferece atualmente, em termos de estrutura e opções de pesca, para os seus clientes? Marlon: Dispomos de dois barcos para essa temporada. O Barco Hotel TAYAÇU l, com 25m de comprimento e capacidade de hospedar até 14 pescadores com total conforto. Temos 06 lanças rápida de 5.5m com motores Mercury de 50Hp, tudo para levar nossos clientes o mais rápido possível aos melhores pontos de pesca da região. O nosso segundo barco está sendo finalizado. É o TAYAÇU II, com 18m de comprimento e capacidade para até 14 Entrevista Especial EsEsEspeciarlon Por Fabrício Biguá pescadores com total conforto. Esse novo barco tem por finalidade levar nossos clientes nos lugares mais distantes. Ele possui um baixíssimo calado, o que permite acesso às cabeceiras de qualquer rio da região. Turma do Biguá - Como você analisa as 02 últimas temporadas de pesca? Marlon: As duas últimas temporadas não apresentaram nível satisfatório da água. A meu ver, assim o como de outros operadores, foi muito ruim! De positivo nessas temporadas de água alta foi que o número de tucunarés aumentou devido a baixa pressão de pesca na região, tanto esportiva, quanto profissional. Por Fabrício Biguá Marlon: Com certeza já tivemos informações de alguns operadores locais que esse recorde já foi ultrapassado. O que não é nada difícil. O problema maior é homologá-lo, isso sim. Turma do Biguá - Na sua opinião, em qual Rio sairá o novo recorde mundial e por quê? Marlon: Fabrício, não tenho opinião de rios para se pegar o maior tucunaré. Com certeza maior que o recorde não existe somente em um rio, eles estão em vários rios. De onde menos se espera é de lá que vem o maior peixe! Turma do Biguá - Hoje o mercado de pesca esportiva no Rio Negro está saturado? Marlon: O mercado da pesca esportiva no Rio Negro é forte, por isso ainda não está saturado. Temos que fazer algo de especial para que possamos prolongar a vida desta moeda forte que se chama TUCUNARÉ, já que é sabido que o peixe vale mais vivo que morto. Turma do Biguá - Nesses anos de experiência na região qual o maior tucunaré que você já viu, seja da pesca profissional ou esportiva? Marlon: Pela pesca esportiva já pegamos de 12,130g e pela pesca profissional já vi de 12,500g. Turma do Biguá - Essa verdadeira "guerra" declarada entre os maiores operadores/agenciadores norte americanos de toda a região, tem feito com que os turistas estrangeiros procurem mais os operadores brasileiros? Marlon: Sim. Essa disputa tem afetado somente os operadores Americanos. Não tem nada haver conosco. Analiso como POSITIVA essa "guerra" que está ocorrendo com eles, pois as empresas brasileiras se fortaleceram e melhoraram suas estruturas. Turma do Biguá - Antigamente, o mercado era praticamente dominado pelos pescadores americanos, hoje esse quadro já se inverteu? Marlon: O destino pesca AMAZONAS/RIO NEGRO tem crescido significativamente, e hoje com certeza, temos um maior número de pescadores brasileiros. Turma do Biguá - Você acredita que o recormundial, atualmente em 12.247 kg poderá ser superado? Continua na próxima página... Entrevista Especial EsEsEspeciarlon Por Fabrício Biguá Turma do Biguá - Vários barcos hotéis têm aparecido para operar na região. Qual o conselho ou cuidados que você pode dar para as pessoas saberem se estão indo com pessoas sérias ou apenas aventureiros? Por Fabrício Biguá Turma do Biguá - Qual mensagem você deixa para os nossos leitores? Marlon: Aos amigos que buscam informações através desta revista, que façam de suas páginas seu cotidiano. Vejo futuramente a Amazônia em cada uma das edições das revistas de pesca brasileiras, todas recheadas de ótimas informações e excelentes pescarias. Aproveito para oferecer os meus serviços como operador na região, que busca colocar enormes peixes na ponta da linha de cada um dos meus clientes. Se você quer pegar o maior tucunaré da sua vida venha para Barcelos. Estamos empenhados 24 horas por dia para realizar o seu desejo. Agradecimentos especiais ao amigo Biguá juntamente com a redação desta revista. Marlon do Carmo Otero Marlon: Realmente tem crescido o número de barcos-hotéis aqui na região, alguns apareceram do NADA. Não sei mesmo como apareceram! Os CUIDADOS ao fechar uma viagem para determinada região, é que o responsável pelo grupo confira fortemente se a empresa tem conhecimento no roteiro que o cliente está comprando, isso é a garantia de sucesso da sua viagem! O restante são detalhes que podem ser ajustados em contrato. O importante mesmo é estar pescando com quem tem experiência na região. Turma do Biguá - Qual a sua expectativa nessa nova temporada (2009/2010)? Marlon: Minha expectativa é a MELHOR POSSÍVEL. Estou muito confiante que este ano supere, em muito, as 03 temporadas passadas que não foram boas. Turma do Biguá - Vemos hoje um considerado número de operadores em Barcelos, mas também vemos uma série de conflitos envolvendo as comunidades ribeirinhas que impedem, ou que cobram (em dinheiro e/ou combustíveis) verdadeiros absurdos para que os barcos hotéis subam alguns afluentes do rio Negro. Existe alguma associação de pescadores, ou de operadores de pesca na região, que atuam contra essa prática? O que vem sendo feito a esse respeito? Marlon: A prefeitura de Barcelos na Administração atual está com o projeto que cobrar uma taxa de cada turista que entrar aqui no município. O dinheiro arrecadado vai ser empregado em estrutura para fiscalização e na ajuda aos ribeirinhos. Assim, as empresas poderão operar livremente tendo seus pagamentos em dia. As Carretilhas “Açu” Confira as dicas do nosso amigo Marquinhos Biguá sobre o que há de mais moderno em matéria de carretilhas rápidas.
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